terça-feira, 12 de dezembro de 2017
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Suplentes assumem vagas de vereadores cassados por corrupção em Vilhena

(Foto: Arte G1)

Câmara de Vilhena (RO) realizou na noite desta terça-feira (13) a posse dos suplentes de Junior Donadon (PSD) e Vanderlei Graebin, que foram cassados do cargo por corrupção. As vagas dos ex-parlamentares ficam agora com Tabalipa (PV) e Professora Valdete.

Conforme o poder legislativo, Valdete e Tabalipa foram convocados para tomar posse e agora farão parte da Casa de Leis, conforme determinado pela Justiça Eleitoral.

Os dois novos suplentes vão ocupar o cargo juntamente com Marcos Antônio de Albuquerque (PHS), que tomou posse no dia 6 de junho no lugar de Carmozino Alves, também cassado por corrupção.

A cerimônia para posse dos suplentes foi marcada para começar às 19h30, antes da sessão ordinária, e foi aberta ao público.

1° pose de suplente

A primeira posse de suplente foi feita na semana passada, quando Marcos Cabeludo, que responde um processo de lavagem de dinheiro em liberdade, ficou no lugar de Carmozino Alves Moreira (PSDC).

Carmozino teve o mandato cassado, juntamente com Junior Donadon e Vanderlei Graebin, em uma audiência no dia 1° de junho.

Prisão de vereadores

Entre outubro e novembro de 2016, sete vereadores de Vilhena foram presos pela Polícia Federal (PF): José Garcia da Silva, Antônio Marco de Albuquerque, Jaldemiro Dedé Moreira, Maria Marta José Moreira, Vanderlei, Carmozino e Junior.

As investigações apontam que os parlamentares participavam de um esquema de aprovação de loteamentos na cidade, mediante recompensa. Para os loteamentos serem aprovados, os vereadores recebiam terrenos e quantias em dinheiro.

Carmozino, Júnior e Vanderlei foram reeleitos vereadores nas eleições do dia 2 de outubro. Júnior foi o 5º mais votado da cidade e recebeu 1.057 votos, o que corresponde a 2,3% dos votos válidos. Graebin foi eleito pela 6ª vez consecutiva com 950 votos e Carmozino pela 4ª vez, com 921 votos.

Em janeiro deste ano, mesmo presos, eles tomaram posse do cargo. Em março, os parlamentares tiveram o pedido de liberdade deferido pela 1ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça de Rondônia, mas a decisão de afastamento da Câmara de Vereadores, imposta anteriormente, não foi revogada.

Texto: Christian Wentz/G1

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