terça-feira, 12 de dezembro de 2017
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Casos de conjuntivite aumentam com estiagem em Rondônia, diz oftalmologista

Acordar com olho grudado, coceira, sensação de corpo estranho e lacrimejamento são alguns dos sintomas de quem está com conjuntivite. Alérgica, bacteriana e viral são os três tipos da inflamação no olho.

Foto: Jheniffer Núbia

O número de pessoas com conjuntivite, inflamação da mucosa que reveste o globo ocular, aumentam durante a época de estiagem quando o clima está mais seco em Rondônia, segundo a oftalmologista Renata Velloso. A médica relata que neste perídio, a cada cinco atendimentos realizados, três são diagnosticados com um dos três tipos da inflação que são: conjuntivite alérgica, viral e bacteriana.

O analista de sistema Pablo de Souza, de 27 anos, conta que assim que a coceira nos olhos começa ele procura o atendimento em um consultório oftalmológico para o tratamento. “Todo ano venho com a médica para que ela passe, além dos exames de rotina, a receita do colírio certinho, para evitar coçar. Ela já me explicou que coceira é um crime para o olho”, fala.

Foto: Jheniffer Núbia

A oftalmologista Renata Velloso conta que durante o período de seca os pacientes aumentam. “Na época de seca a gente atende pelo menos de 3 a 5 pacientes com conjuntivite alérgica ou viral. Esse período de seca no nosso estado e que se tem muitas queimadas as pessoas acabam tendo mais inflamações nos olhos”, conta.

A partir dos sintomas é possível identificar qual o tipo de inflamação acomete o pacinete, diz a médica. “A pessoa que está com a conjuntivite alérgica sente muita conceira nos olhos. A pelizinha branca que recobre o olho fica inchada. Já a viral ou bacteriana dá a sensação de corpo estranho, parece que o olho está cheios de grânulos e também é comum no olho muita secreção e o paciente pode acordar com o olho grudado, com ardência e sensibilidade a luz”, diz.

Para o tratamento da conjuntivite alérgica é preciso que o paciente se afasta do agente alérgeno ou inicie a aplicação do anti-alérgico em forma do colírio. “A conjuntivite alérgica não vai melhorar com qualquer colírio, porque os mais comuns ressecam os olhos e causam uma dependência. A conjuntivite alérgica tem que ser tratada com anti-alérgico, pois o olho não não vai parar de coçar e nem desinchar se não entrar com um anti-alérgico adequado”, esclarece.

O soro fisiológico pode ajudar no tratamento da conjuntivite viral, mas se não houver melhora é necessário que a pessoa busque ajuda de um profissional.

“Se for uma conjuntivive viral e estiver bem leve, pode ser tratada apenas lavando os olhos com soro fisiológico. Se depois de dois ou três dias não houver melhora, aí tem que ir ao oftalmologista para tratar, pois as vezes há uma conjuntivite bacteriana associada e pode causar riscos à visão. Em caso de dúvidas, sempre deve-se consultar um oftalmologista para um melhor diagnóstico”, conta.

Fonte: G1/RO
Fotos: Jheniffer Núbia

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