domingo, 22 de outubro de 2017
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Polícia investiga se há facilitação em fugas de presos no presídio de Ariquemes

Sejus confirmou que 15 detentos de duas celas fugiram após romperem as barras de proteção no domingo (24). Um fugitivo de 39 anos foi recapturado na BR-364, após uma denúncia.

(Foto: Jeferson Carlos/G1)

A Polícia Civil de Ariquemes (RO), no Vale do Jamari, informou nesta segunda-feira (25) que investigará as circunstâncias e se há facilitação nas constantes fugas no Centro de Ressocialização do município. A unidade prisional foi inaugurada no final de julho e já registrou três fugas, sendo duas delas em massa. A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) confirmou que, na tarde do último domingo (24), 15 detentos fugiram após romperem as grades de duas celas.

A Polícia Militar (PM) divulgou que um dos fugitivos, de 39 anos, foi recapturado na noite de domingo, na BR-364, após uma denúncia anônima.

Conforme a Polícia Civil, os apenados que estavam nas celas 18 e 19 fugiram após romper algumas barras de proteção e ainda não se sabem os danos causados no interior da unidade, mas que a perícia foi realizada durante a manhã e deverá apontar como foi a dinâmica da fuga.

O delegado regional Rodrigo Duarte, informou que oito presos que estavam nas celas não conseguiram fugir devido à uma ação realizada pelos agentes penitenciários.

“O que dá para dizer relacionado à fuga é que os presos três da cela 18 e cinco da cela 19 não conseguiram fugir. que o núcleo de inteligência da Polícia Civil apurou que não houve a fuga, não porque o preso se recusou a fugir, e isso reflete direto na questão da execução penal, mas porque houve uma ação rápida dos agentes plantonistas que impediram que a fuga continuasse, então foram por essas circunstâncias de que todos os presos não conseguiram consumar a fuga”, comenta.

De acordo com Rodrigo Duarte, uma investigação será instaurada para apurar se existe a facilitação dos agentes penitenciários para a ocorrência das fugas na unidade prisional.

“O inquérito policial vai ser instaurado para apurar eventual facilitação. Nós precisamos saber se há a facilitação e motivada pelo o que, se há algum agente que foi corrompido. O prazo para a conclusão da investigação é de 30 dias, entretanto por se tratar de uma investigação complexa, é bem possível que nós não consigamos concluir no prazo de 30 dias e ela deverá ser prorrogada, mas a gente espera o quanto antes, concluir esta investigação”, revela o delegado.

Para a Polícia Civil, o órgão já está por dentro do que está ocorrendo na unidade prisional, mas o que se espera com a prisão de algum infrator, ainda mais quando se decorre de uma investigação e representação da prisão é de que a situação do indivíduo esteja encerrada e que ele seja punido de forma exemplar.

“Nós estamos por dentro das causas sobre o que está acontecendo e lá é um presídio que de fato deveria ser mais seguro, pois as instalações são melhores, não há sinal para telefone celular e não pega sinal de internet. Mas existe uma razão por trás de tudo isso e medidas estão sendo adotas no âmbito policial e também no administrativo, já passou da hora de serem adotas providências em relação a isto”, declara o delegado Rodrigo Duarte.

Centro de Ressocialização

O novo presídio custou R$ 10 milhões e a obra durou sete anos para ser finalizada. A unidade prisional está localizada na zona rural de Ariquemes e foi inaugurada no dia 27 de julho.

Três fugas já foram registradas na unidade prisional. A primeira ocorreu no dia 4 de agosto, quando 11 presos das celas B23 e B24 serraram as grades e escaparam da unidade.

A segunda fuga foi registrada no dia 17 de agosto e dois detentos fugiram da unidade enquanto alguns agentes penitenciários realizavam a conferência das celas.

Superlotação

Em agosto, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) ingressou uma denúncia afirmando que a unidade prisional já estava com superlotação.

Segundo os servidores do presídio, a unidade devia ter apenas 230 apenados, mas atualmente mais de 400 presos estavam no local, inclusive ocupando a enfermaria.

Revista do Exército

Cerca de 400 homens das Forças Armadas e órgãos de segurança pública estadual realizaram a Operação “Ajuricaba” e revistaram o Centro de Ressocialização e a Casa de Detenção do município no dia 10 de agosto para verificar e extinguir a existência de armas, celulares e drogas dentro dos presídios da cidade.

O exército divulgou que durante a ação foram apreendidos aparelhos celulares, carregadores, chips de celular, drogas, isqueiros, 26 objetos cortantes, incluindo serras para cortar ferro, e 999 hastes de ferro que poderiam ser usadas como armas em um possível conflito entre presos.

Fonte: G1/RO

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