terça-feira, 12 de dezembro de 2017
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Câmara prorroga CPI que investiga vereador acusado de corrupção

(Foto: Câmara dos Vereadores/Divulgação)

Vilhena, RO – A Câmara de Vereadores de Vilhena (RO) prorrogou o prazo para a conclusão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o vereador Antônio Marco de Albuquerque (PHS), conhecido como “Marcos Cabeludo”. Agora, os vereadores terão mais 90 dias para apresentar o relatório final, que poderá cassar o mandato do parlamentar. O pedido de prorrogação foi votado em sessão extraordinária nessa última semana e aprovado por unanimidade. Antônio Marco é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

A Câmara instaurou a CPI em agosto deste ano e o relatório final deveria ser entregue nas primeiras semanas de novembro, após 90 dias de apuração. Contudo, segundo a comissão, serão necessários mais dias para a conclusão dos trabalhos, que estão sendo realizados com cautela, respeitando todos os procedimentos regidos por lei.

Antônio Marco está afastado da Câmara de Vereadores, por decisão da Justiça, mas mesmo assim recebe salário de R$ 8 mil. A defesa dele afirma que o cliente nega qualquer envolvimento nas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.

Pedido de CPI

Um eleitor da cidade protocolou o pedido de cassação de Antônio Marco no dia 11 de julho deste ano. No documento, o autônomo enfatiza que o vereador está envolvido no mesmo esquema de corrupção que Junior Donadon (PSD), Vanderlei Graebin (PSC) e Carmozino Alves Moreira (PSDC).

Junior, Vanderlei e Carmozino foram presos por corrupção e lavagem de dinheiro depois de serem eleitos vereadores na última eleição. Marcos Cabeludo também era candidato, mas ficou como suplente de Carmozino, com 747 votos e também foi preso na mesma operação.

Mesmo presos, Junior, Vanderlei e Carmozino tomaram posse em janeiro deste ano, mas a Câmara instaurou uma CPI, que cassou o mandado dos parlamentares, em junho deste ano. Com a saída de Carmozino, Antônio Marco tomou posse da vaga de vereador.

Contudo, na época das prisões, uma decisão da Justiça determinou que os vereadores envolvidos no esquema de corrupção se mantivessem afastados da Câmara. Dessa forma, mesmo empossado, Antônio Marco não pode ir à Casa de Leis, mas recebe remuneração.

Com isso, o eleitor argumentou que Antônio Marco deve receber o mesmo tratamento que os outros vereadores e também ter o mandado cassado.

Prisão dos vereadores

Entre outubro e novembro de 2016, sete vereadores de Vilhena foram presos pela Polícia Federal (PF): Carmozino, José Garcia da Silva (DEM), Junior Donadon, Antônio Marco, Jaldemiro Dedé Moreira (PP), Maria Marta José Moreira (PSC) e Vanderlei Graebin.

As investigações apontam que os parlamentares participavam de um esquema de aprovação de loteamentos na cidade, mediante recompensa. Para os loteamentos serem aprovados, eles recebiam terrenos e quantias em dinheiro.

Em fevereiro deste ano, José Garcia deixou a prisão e teve a prisão preventiva substituída pela domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, em virtude de um quadro depressivo.

Em março, foi a vez de Carmozino, Vanderlei, Júnior Donadon, Antônio Marco, Jaldemiro e Marta deixarem a cadeia. A Justiça substituiu a prisão preventiva deles por outras medidas cautelares, entre elas, o uso da tornozeleira. Os acusados aguardam sentença.

Fonte: G1/RO

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